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Aprenda Protocolos de RM Angio · MMSS
RM Protocolos de RM · Angio · ~7 min de leitura

Angio-RM de membros superiores: subclávia, desfiladeiro e fístula

No braço, às vezes a doença só aparece quando o paciente levanta o membro. A angio-RM dos membros superiores tem uma carta que a das pernas não tem: repetir a aquisição em posições diferentes para flagrar uma compressão que some em repouso.

A angio-RM de membros superiores estuda as artérias do arco/subclávia à mão. É feita com CE-MRA 3D e tem uma peculiaridade útil: as manobras posicionais (braço em abdução) para investigar a síndrome do desfiladeiro torácico. Este guia mostra a lógica. É material educacional para técnicos, tecnólogos e estudantes: não substitui o protocolo do seu serviço nem a orientação do fabricante.

Quando esse protocolo é pedido

  • Síndrome do desfiladeiro torácico (compressão da subclávia entre a clavícula e a 1ª costela) — sintomas que pioram com o braço elevado.
  • Fístula/enxerto de diálise: mapear influxo, corpo e drenagem, estenoses.
  • Fenômeno de Raynaud, vasculite, doença oclusiva, aneurisma; trauma.
  • Avaliação de acesso vascular e planejamento pré-operatório.
Esquema · desfiladeiro torácico · braço neutro × em abdução braço neutro clavícula 1ª costela subclávia passagem livre braço em abdução compressão
Esquema ilustrativo — não é uma imagem de RM. No desfiladeiro torácico, a subclávia passa entre a clavícula e a 1ª costela. Em posição neutra a passagem é livre; com o braço em abdução o espaço se estreita e a artéria pode ser comprimida — por isso a aquisição se repete nas duas posições. MIP real de RM entra quando o estudo estiver disponível.

A técnica

  • CE-MRA 3D cobrindo arco/subclávia → axilar → braquial → antebraço/mão, com timing arterial (tracking/test bolus).
  • Manobras posicionais no desfiladeiro: adquirir com o braço em repouso e em abdução/elevação — a compressão pode só aparecer na posição provocativa.
  • Fístula de diálise: acesso venoso no braço contralateral; avaliar influxo arterial, o corpo da fístula e a drenagem venosa; time-resolved ajuda pelo fluxo alto.
  • Injetora, máscara/subtração e MIP; posicionamento cuidadoso do braço (conforto e reprodutibilidade).

A rotina de sequências

EtapaPapel
Localizadores + máscaraPosicionar o volume; base para subtração
CE-MRA 3D — braço em repousoMapa arterial de base
CE-MRA — braço em abdução (desfiladeiro)Provocar/mostrar a compressão posicional
Time-resolved (opcional)Fluxo alto (fístula), timing distal da mão

Lendo o exame

  • Desfiladeiro: comparar o calibre da subclávia em repouso × abdução — a compressão posicional é o achado.
  • Fístula: estenose de influxo (anastomose), do corpo ou da drenagem venosa central; aneurismas.
  • Oclusão/estenose segmentar, colaterais; no Raynaud/vasculite, o acometimento distal.

Armadilhas comuns

  • Só adquirir em repouso: perde a compressão do desfiladeiro — faça a posição provocativa.
  • Acesso venoso no braço errado: puncione o lado contralateral ao estudado (evita artefato de influxo concentrado).
  • Contaminação venosa e timing: o membro é curto e enche rápido — time-resolved ajuda.
  • Movimento e posicionamento: braço mal apoiado borra e não reproduz a posição.

Checklist rápido

  • Acesso venoso contralateral e injetora; triagem de segurança de RM.
  • CE-MRA 3D subclávia → mão com timing arterial.
  • No desfiladeiro, repetir com o braço em abdução/elevação.
  • Na fístula, avaliar influxo, corpo e drenagem; time-resolved se fluxo alto.
  • Máscara + subtração, MIP, revisar as fontes. Interpretação é do radiologista.

E o simulador, que é de TC?

Seguir a subclávia até a mão e comparar duas posições é raciocínio espacial. Treinar a reconhecer os vasos do membro superior em axial, coronal e sagital no Reconstrutor prepara o olho para acompanhar o vaso e localizar a compressão ou a estenose.

Treine o raciocínio espacial

Abra o Reconstrutor e pratique em casos DICOM reais nos quatro planos, com reformatações e medições. É o hábito que faz você seguir um vaso sem se perder.

Abrir o Reconstrutor

Conteúdo educacional. Técnicas (CE-MRA, time-resolved), manobras posicionais, timing e uso/dose do gadolínio são convenções típicas e variam por serviço, campo magnético e fabricante. Não substitui protocolo institucional, diretriz do fabricante nem avaliação clínica profissional.