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Aprenda Protocolos de RM Coluna torácica
RM Protocolos de RM · Colunas · ~7 min de leitura

Protocolo de RM de coluna torácica: contar os níveis e cobrir toda a medula

A torácica é o segmento mais longo e o mais traiçoeiro para localizar: sem um marco óbvio, é fácil errar o nível. O exame se organiza em torno de duas exigências — contar direito e cobrir a medula inteira — enquanto luta contra o coração e a pulsação do líquor. Veja como se planeja.

A RM de coluna torácica é o segmento mais longo da coluna e o que mais depende de dois cuidados básicos: contar corretamente os níveis (não há um marco tão claro quanto o sacro ou o crânio) e cobrir toda a medula, incluindo o cone medular. Some a isso o movimento cardíaco e respiratório e a pulsação liquórica, e fica claro por que a torácica exige planejamento cuidadoso. Este guia mostra a lógica. É material educacional para técnicos, tecnólogos e estudantes: não substitui o protocolo do seu serviço nem a orientação do fabricante.

Quando esse protocolo é pedido

  • Mielopatia torácica e alterações de sinal da medula (EM, mielite transversa, isquemia).
  • Compressão por fratura (osteoporótica/traumática), metástase ou tumor; suspeita de compressão medular oncológica.
  • Infecção (espondilodiscite), hérnia discal torácica (menos comum), avaliação do cone.

O problema de contar os níveis

Diferente da lombar (que ancora no sacro) ou da cervical (que ancora em C1/C2), a torácica não tem um marco interno óbvio no meio do segmento — e um nível errado no laudo pode levar a cirurgia no lugar errado. As estratégias:

  • Localizador amplo que inclua uma referência contável (contar a partir de C2 para baixo, ou de S1/L5 para cima; muitos serviços usam um sagital de whole spine para contar).
  • Marcar o nível de forma reprodutível e descrever o método de contagem.
  • Atenção às variantes (costela em L1, vértebra de transição) que confundem a contagem.
RM sagital T2 da coluna torácica: os corpos vertebrais T1 a T12 empilhados, os discos intervertebrais, a medula espinhal cinzenta com o líquor claro em volta dentro do canal, até o cone medular.
Imagem real de RM (sagital T2 da coluna torácica, anonimizada). O sagital abre todo o segmento: os corpos e discos, a medula (cinza) com o líquor claro em volta no canal. A cobertura deve ir da transição cervicotorácica ao cone medular.

Planejamento e cobertura

  • Bobina de coluna, decúbito dorsal, coluna alinhada e centralizada.
  • Sagitais alinhadas ao eixo da coluna, cobrindo de C7–T1 ao cone medular (não terminar antes do cone — muita patologia mora ali).
  • Axiais no(s) nível(is) de interesse (lesão, compressão), perpendiculares à medula/ao disco.
  • Campo de visão longo pode exigir juntar estações ou um FOV ampliado — cuide para não perder resolução.

A rotina de sequências

Uma receita típica — que varia por serviço, campo magnético e fabricante:

SériePlanoPor que entra
T1SagitalAnatomia, medula óssea, metástases (substituem a gordura → hipo em T1)
T2SagitalSinal da medula, líquor, discos, compressão
STIRSagitalEdema ósseo/medular — fratura recente, infecção, metástase, mielite
T2Axial (no nível)Medula em corte, grau de compressão, extensão
T1 pós-gadolínioSag + axialTumor, infecção, inflamação medular quando indicado

Armadilhas comuns

  • Errar o nível: sempre conte a partir de uma referência (C2 ou o sacro) e descreva o método.
  • Não incluir o cone medular: a cobertura tem de alcançar o cone — não pare no meio da torácica.
  • Movimento cardíaco/respiratório: use sequências rápidas e, quando disponível, compensação/gating.
  • Pulsação liquórica criando artefato sobre a medula — direção de fase e técnicas de fluxo.
  • Perder resolução num FOV muito longo — equilibre cobertura e detalhe.
  • Segurança de RM como sempre (veja segurança em RM).

Checklist rápido

  • Bobina de coluna, coluna alinhada e centralizada; triagem de segurança.
  • Método de contagem de níveis definido (referência contável).
  • Sagitais de C7–T1 ao cone medular; axiais no nível de interesse.
  • T1 + T2 sagital; STIR sagital; axial T2 no nível.
  • Pós-gadolínio se tumor/infecção/inflamação.
  • Compensação de movimento; direção de fase para a pulsação.

E o simulador, que é de TC?

Contar níveis e cobrir a medula inteira é raciocínio de volume e continuidade: deslizar pelos cortes sem perder a conta. Treinar a percorrer a coluna em axial, coronal e sagital no Reconstrutor — e a relacionar um corte com o próximo — prepara direto esse cuidado na torácica.

Treine o raciocínio espacial

Abra o Reconstrutor e pratique em casos DICOM reais nos quatro planos, com janelas vivas e medições. É o hábito que transfere direto para percorrer e contar a coluna.

Abrir o Reconstrutor

Conteúdo educacional. Sequências, cobertura e técnicas de compensação de movimento são convenções típicas e variam por serviço, campo magnético e fabricante. Não substitui protocolo institucional, diretriz do fabricante nem avaliação clínica profissional.