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Aprenda Protocolos de RM Abdome/Pelve · Abdome total feminino
RM Protocolos de RM · Medicina interna · ~7 min de leitura

RM de abdome total (feminino): do diafragma à pelve, incluindo os órgãos femininos

O abdome total varre todo o tronco num só exame. Na mulher, ele desce até a pelve e ganha um capítulo a mais: os órgãos ginecológicos, que pedem alta resolução própria.

A RM de abdome total cobre do diafragma à sínfise púbica — fígado, pâncreas, baço, adrenais, rins, alças e, na mulher, também útero, colo e ovários. É um exame de rastreio e estadiamento, feito em estações para vencer a extensão. Este guia mostra a lógica.

Quando esse protocolo é pedido

  • Estadiamento oncológico e busca de metástases (fígado, linfonodos, peritônio, ossos).
  • Rastreio em síndromes de predisposição (ex.: Li-Fraumeni) — sem radiação.
  • Dor ou massa abdominopélvica a esclarecer.
  • Avaliação combinada de abdome superior e pelve feminina num só exame.
Imagem real de RM (em preparação). O abdome total cobre todo o tronco; na mulher, a pelve ganha T2 de alta resolução do útero e dos ovários.

Como se planeja: o que faz este protocolo diferente

  • Cobertura em estações do diafragma à sínfise; apneia/navegador no andar superior.
  • DWI de corpo como farol, sempre lida junto do ADC.
  • Dinâmico pós-contraste na região-alvo (fígado/pelve), não no corpo inteiro.
  • Na pelve, acrescentar T2 de alta resolução alinhado ao útero (ver o protocolo de pelve feminina).
  • Antiespasmódico reduz o movimento das alças na pelve.

A rotina de sequências

Uma receita típica — que varia por serviço, campo magnético e fabricante:

SériePapel
T2 (HASTE/single-shot) axial e coronalPanorama, alças, líquido, linfonodos
T1 in/out-phaseGordura (esteatose) e ferro; adrenais, fígado
DWI de corpo + ADCFarol de lesões — restrição chama atenção
Dinâmico pós-gadolínio (alvo)Caracterização de lesão hepática/pélvica
T2 alta-res da pelveÚtero e ovários (alinhado ao órgão)

Armadilhas comuns

  • Querer resolução de corpo inteiro: cobertura e resolução brigam — use o dinâmico só na região-alvo.
  • Movimento intestinal na pelve — antiespasmódico e T2 rápido.
  • Ler o DWI sozinho: sempre com o ADC (T2 shine-through engana).
  • Não alinhar a pelve ao útero: perde a anatomia zonal.

Checklist rápido

  • Cobertura diafragma→sínfise em estações; triagem de segurança de RM.
  • T2 axial+coronal, T1 in/out, DWI de corpo + ADC.
  • Dinâmico na região-alvo; T2 alta-res alinhado ao útero na pelve.
  • Antiespasmódico se disponível; interpretação é do radiologista.

E o simulador, que é de TC?

Abdome e pelve vivem de plano e relação espacial: reconhecer o órgão-alvo, alinhar cortes ao seu eixo e acompanhar uma estrutura entre fatias. Treinar a ler axial, coronal e sagital no Reconstrutor — e a reformatar planos oblíquos de um volume — é o hábito que transfere direto para esses exames.

Treine o raciocínio espacial

Abra o Reconstrutor e pratique em casos DICOM reais nos quatro planos, com janelas vivas e reformatações. É o hábito que sustenta o planejamento de abdome e pelve.

Abrir o Reconstrutor

Conteúdo educacional. Sequências, preparo, uso de contraste e antiespasmódico e a técnica descrita são convenções típicas e variam por serviço, campo magnético e fabricante. Não substitui protocolo institucional, diretriz do fabricante nem avaliação clínica profissional.