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Aprenda Protocolos de RM Abdome/Pelve · Fístula perianal
RM Protocolos de RM · Medicina interna · ~7 min de leitura

RM de fístula perianal: T2 e STIR oblíquos ao canal anal

Uma fístula perianal é um túnel que só faz sentido no ângulo certo. Alinhar os cortes ao canal anal — e não à mesa — é o que revela o trajeto e sua relação com o esfíncter.

A RM de fístula perianal mapeia o trajeto da fístula, seus ramos e a relação com o complexo esfincteriano (classificação de Parks). Depende de alta resolução e de planos oblíquos ao canal anal. Este guia mostra a lógica.

Quando esse protocolo é pedido

  • Fístula perianal (criptoglandular, Crohn) — mapeamento pré-operatório.
  • Abscesso perianal e ramos secundários.
  • Reavaliação pós-operatória e de atividade.
  • Relação com o esfíncter para planejar cirurgia.
RM axial T2 do períneo ao nível do canal anal, mostrando o canal anal central com o complexo esfincteriano em volta e as fossas isquioanais de cada lado.
Imagem real de RM (axial T2 do períneo, anonimizada). O canal anal aparece no centro com o complexo esfincteriano (interno e externo) em volta e as fossas isquioanais de cada lado. Planos oblíquos a esse eixo revelam o trajeto da fístula e sua relação com o esfíncter.

Como se planeja: o que faz este protocolo diferente

  • T2 de alta resolução e STIR em axial e coronal oblíquos ao canal anal (não à mesa).
  • Pós-contraste com saturação de gordura para realce do trajeto ativo.
  • DWI ajuda a destacar o trajeto/abscesso.
  • FOV pequeno centrado no ânus; cortes finos; identificar o orifício interno.

A rotina de sequências

Uma receita típica — que varia por serviço, campo magnético e fabricante:

SériePapel
T2 alta-res (oblíquo ao canal)Trajeto, ramos, orifício interno
STIR (oblíquo)Líquido/atividade, edema
T1 FS pós-contrasteRealce do trajeto ativo, abscesso
DWI + ADCDestaca trajeto/coleção

Armadilhas comuns

  • Cortes alinhados à mesa: obliquam a fístula e escondem o trajeto — alinhe ao canal anal.
  • FOV grande: perde resolução do trajeto milimétrico.
  • Pular a saturação de gordura no pós-contraste.
  • Não achar o orifício interno — decisivo para a cirurgia.

Checklist rápido

  • FOV pequeno centrado no ânus; triagem de segurança.
  • T2 alta-res e STIR oblíquos ao canal anal.
  • T1 FS pós-contraste; DWI.
  • Descrever trajeto, ramos e relação com o esfíncter; leitura do radiologista.

E o simulador, que é de TC?

Abdome e pelve vivem de plano e relação espacial: reconhecer o órgão-alvo, alinhar cortes ao seu eixo e acompanhar uma estrutura entre fatias. Treinar a ler axial, coronal e sagital no Reconstrutor — e a reformatar planos oblíquos de um volume — é o hábito que transfere direto para esses exames.

Treine o raciocínio espacial

Abra o Reconstrutor e pratique em casos DICOM reais nos quatro planos, com janelas vivas e reformatações. É o hábito que sustenta o planejamento de abdome e pelve.

Abrir o Reconstrutor

Conteúdo educacional. Sequências, preparo, uso de contraste e antiespasmódico e a técnica descrita são convenções típicas e variam por serviço, campo magnético e fabricante. Não substitui protocolo institucional, diretriz do fabricante nem avaliação clínica profissional.