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Aprenda Protocolos de RM Abdome/Pelve · Massa de ovário
RM Protocolos de RM · Medicina interna · ~7 min de leitura

RM de pelve para massa de ovário: caracterizar o anexo (O-RADS)

Diante de uma massa no ovário, a RM faz três perguntas de sinal: tem gordura? tem sangue? como ela realça? As respostas separam o cisto inocente do que merece cirurgia.

A RM para massa anexial caracteriza lesões do ovário e do anexo quando o ultrassom é indeterminado, ajudando na estratificação de risco (O-RADS RM). Combina T2, T1 in/out e FS, DWI e dinâmico com curva de realce. Este guia mostra a lógica.

Quando esse protocolo é pedido

  • Massa anexial indeterminada ao ultrassom.
  • Caracterizar teratoma (gordura), endometrioma (sangue) e cistos.
  • Estratificar benigno × maligno (componente sólido, realce).
  • Planejamento pré-operatório.
RM axial T2 da pelve feminina mostrando o útero com sua anatomia zonal no centro, as regiões anexiais de cada lado, a bexiga à frente e o reto atrás.
Imagem real de RM (axial T2 da pelve feminina, anonimizada). O útero aparece no centro com sua anatomia zonal; as regiões anexiais ficam de cada lado — onde a RM caracteriza a massa pelo sinal (gordura, sangue) e pelo realce do componente sólido.

Como se planeja: o que faz este protocolo diferente

  • T1 in/out e T1 com saturação de gordura: gordura (teratoma) cai com FS; sangue (endometrioma) permanece claro.
  • T2 alta-res: componente sólido, septos, papilas.
  • DWI alto b + ADC do componente sólido.
  • Dinâmico com curva de realce (tipo da curva ajuda no risco).
  • Cobrir toda a massa e o restante da pelve.

A rotina de sequências

Uma receita típica — que varia por serviço, campo magnético e fabricante:

SériePapel
T2 alta-resComponente sólido, septos, papilas
T1 in/out + FSGordura (teratoma) × sangue (endometrioma)
DWI + ADC (sólido)Restrição do componente sólido
Dinâmico (curva de realce)Estratificação de risco (O-RADS)

Armadilhas comuns

  • Pular o T1 FS: não separa gordura de sangue.
  • Ler DWI do cístico em vez do sólido (T2 shine-through).
  • Curva de realce sem timing adequado.
  • Cobertura curta perde parte da massa/implantes.

Checklist rápido

  • Antiespasmódico; triagem de segurança.
  • T1 in/out + FS, T2, DWI+ADC do sólido.
  • Dinâmico com curva de realce; cobrir toda a massa.
  • Leitura do radiologista (O-RADS).

E o simulador, que é de TC?

Abdome e pelve vivem de plano e relação espacial: reconhecer o órgão-alvo, alinhar cortes ao seu eixo e acompanhar uma estrutura entre fatias. Treinar a ler axial, coronal e sagital no Reconstrutor — e a reformatar planos oblíquos de um volume — é o hábito que transfere direto para esses exames.

Treine o raciocínio espacial

Abra o Reconstrutor e pratique em casos DICOM reais nos quatro planos, com janelas vivas e reformatações. É o hábito que sustenta o planejamento de abdome e pelve.

Abrir o Reconstrutor

Conteúdo educacional. Sequências, preparo, uso de contraste e antiespasmódico e a técnica descrita são convenções típicas e variam por serviço, campo magnético e fabricante. Não substitui protocolo institucional, diretriz do fabricante nem avaliação clínica profissional.