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Aprenda Protocolos de RM Quadril
RM Protocolos de RM · Musculoesquelético · ~7 min de leitura

Protocolo de RM de quadril: dois quadris para necrose, um quadril para o lábio

"RM de quadril" são, na prática, dois exames diferentes. Um cobre os dois lados com campo largo para caçar necrose e fratura; o outro mergulha num quadril só, em alta resolução, atrás do lábio e do impacto. A primeira decisão é qual deles fazer. Veja como se planeja.

A RM de quadril tem dois formatos que respondem perguntas distintas, e escolher o certo é metade do exame. O protocolo dos dois quadris, com campo largo, é para necrose avascular (osteonecrose), fratura oculta/de estresse, edema e metástase. O protocolo de um quadril, com FOV pequeno e alta resolução, é para o lábio acetabular e o impacto femoroacetabular (FAI). Este guia mostra a lógica dos dois. É material educacional para técnicos, tecnólogos e estudantes: não substitui o protocolo do seu serviço nem a orientação do fabricante.

Quando esse protocolo é pedido

  • Necrose avascular da cabeça femoral (corticoide, álcool, pós-trauma) — bilateral com frequência.
  • Fratura oculta / de estresse, osteoporose transitória, edema ósseo, metástase.
  • Lábio acetabular e FAI (cam/pincer); dor inguinal do adulto jovem/atleta.
  • Tendinopatias (glúteos, iliopsoas), bursite, massas.

Protocolo 1 — os dois quadris (rastreio ósseo)

  • Bobina de corpo/pelve, decúbito dorsal, pés em leve rotação interna; FOV amplo cobrindo os dois quadris e a pelve.
  • Coronal T1 (o melhor para a linha de necrose e a fratura na medular óssea) + coronal STIR (edema ósseo) — o par que resolve a maioria.
  • Axial e, se preciso, sagital do lado sintomático.
  • O T1 é indispensável: a necrose e a fratura substituem/alteram a gordura medular e aparecem bem no T1; o STIR confirma o edema/atividade.
RM coronal com saturação de gordura da pelve mostrando os dois quadris de frente: as duas cabeças femorais nos acetábulos, os colos e os trocânteres, num campo largo que compara os dois lados.
Imagem real de RM (coronal com saturação de gordura dos dois quadris, anonimizada). O campo largo compara os dois lados: as sequências sensíveis a líquido acendem o edema ósseo (necrose, fratura de estresse), e o T1 (par obrigatório) mostra a linha de necrose/fratura.

Protocolo 2 — um quadril (lábio e FAI)

  • Bobina de superfície no quadril sintomático; FOV pequeno, cortes finos, alta resolução.
  • DP/T2 FS nos três planos padrão + cortes radiais em torno do colo femoral — o plano radial "abre" o lábio ao redor de todo o acetábulo e mede o ângulo alfa (came).
  • Artro-RM (contraste intra-articular, ato médico) aumenta a sensibilidade para lesões labrais e condrais.
RM coronal de alta resolução de um quadril: a cabeça femoral esférica encaixada no acetábulo, o lábio acetabular como um pequeno triângulo na borda superior, o colo femoral e o grande trocânter.
Imagem real de RM (coronal de alta resolução de um quadril, anonimizada). A cabeça femoral encaixa no acetábulo; o lábio acetabular aparece como um triângulo na borda superior. Sobre este plano se acrescentam os cortes radiais em torno do colo, que abrem o lábio em toda a circunferência e mostram a junção cabeça-colo (came).

Rotina de sequências (resumo)

ObjetivoSéries típicas
Necrose / fratura (dois quadris)Coronal T1 + coronal STIR (FOV amplo); axial do lado sintomático
Lábio / FAI (um quadril)DP/T2 FS axial, coronal, sagital + radiais; T1 FS pós-artrografia se indicado
Partes moles / tendõesT1 + T2 FS/STIR conforme a queixa

Armadilhas comuns

  • Escolher o protocolo errado: lábio pede FOV pequeno/radiais; necrose pede os dois quadris + T1.
  • Omitir o T1 no rastreio ósseo — a linha de necrose/fratura mora nele.
  • FOV grande demais no lábio: perde a resolução; o lábio é pequeno.
  • Não fazer cortes radiais quando a pergunta é FAI/lábio.
  • Movimento e segurança de RM como sempre (veja segurança em RM).

Checklist rápido

  • Definir o objetivo: rastreio ósseo (dois quadris) × lábio/FAI (um quadril).
  • Dois quadris: coronal T1 + STIR, FOV amplo, pés em leve rotação interna.
  • Um quadril: FOV pequeno, DP/T2 FS 3 planos + radiais; artro-RM se indicado.
  • Sempre o T1 no rastreio de necrose/fratura.
  • Triagem de segurança; imobilizar contra movimento.

E o simulador, que é de TC?

O quadril ensina duas coisas do raciocínio espacial: comparar lados num campo largo e criar planos radiais em torno de uma estrutura curva (o colo femoral). Treinar planos e reformatações em axial, coronal e sagital no Reconstrutor prepara direto esse tipo de planejamento.

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Abra o Reconstrutor e pratique planos e reformatações em casos DICOM reais, com janelas vivas e medições. É o hábito que transfere direto para o quadril.

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Conteúdo educacional. Sequências, posicionamento, cortes radiais e artrografia são convenções típicas e variam por serviço, campo magnético e fabricante. A artro-RM é ato médico. Não substitui protocolo institucional, diretriz do fabricante nem avaliação clínica profissional.