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Aprenda Protocolos TC Angio de MMII (run-off)
TC Protocolos de TC · Angio (vascular) · ~9 min de leitura

Angio-TC de membros inferiores: a perseguição do bolus

Um único bolus de contraste precisa iluminar mais de um metro de artéria — da aorta aos pés — enquanto a mesa persegue a onda de contraste descendo pelas pernas. Sincronizar essa corrida é o protocolo inteiro.

A angio-TC de membros inferiores (run-off arterial) mapeia as artérias das pernas em três estações — pelve, coxa e panturrilha/pé — numa aquisição contínua. O desafio é que o contraste desce pelo membro enquanto a mesa avança: se a mesa for rápida demais, ultrapassa o bolus; devagar demais, a veia enche e contamina. Este guia mostra a lógica. É material educacional para técnicos, tecnólogos e estudantes: não substitui o protocolo do seu serviço, a orientação do fabricante nem a avaliação médica.

Quando esse protocolo é pedido

  • Doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) — claudicação, isquemia crítica, úlcera/pé diabético.
  • Planejamento de revascularização (bypass, angioplastia) e seguimento.
  • Aneurisma (poplíteo), trauma vascular do membro, embolia.

A perseguição do bolus (bolus chase)

A varredura começa quando o contraste chega à aorta (bolus tracking) e a mesa acompanha a onda descendo pelas pernas — por isso "perseguição do bolus". A velocidade da mesa é casada ao fluxo do paciente: em quem tem estenoses graves o fluxo é lento e o bolus atrasa — pode ser preciso reduzir a mesa ou usar aquisição time-resolved (dinâmica) na panturrilha.

  • Estação 1 — pelve: aorta infrarrenal, ilíacas, femorais comuns.
  • Estação 2 — coxa: femoral superficial e profunda, poplítea.
  • Estação 3 — panturrilha/pé: tronco tibiofibular, tibiais e fibular, arco plantar. É a mais difícil (vasos finos, fluxo lento, contaminação venosa).
MIP frontal do run-off arterial dos membros inferiores: da bifurcação aórtica e ilíacas às femorais, poplíteas e artérias da perna, descendo até os pés.
Imagem real de TCMIP do run-off: num quadro só, a árvore arterial desce da bifurcação/ilíacas pelas femorais e poplíteas até as artérias da perna e do pé. É a imagem panorâmica que mostra onde o fluxo para (estenose/oclusão) e por onde a colateral desvia.

Preparo, posicionamento e cobertura

  • Decúbito dorsal, pés primeiro, membros estendidos e imóveis; acesso venoso calibroso no braço, bomba + flush.
  • Cobertura da aorta infrarrenal (ou diafragma) até os pés, incluindo o arco plantar.
  • Aquisição fina isotrópica na fase arterial; muitas vezes uma série sem contraste antes (calcificação de base — importante no diabético).

Reconstruções e leitura

  • MIP para o panorama; curved MPR por vaso para estenose e comprimento; cortes transversais ⟂ para medir a luz.
  • Remoção de osso ajuda a ver os vasos junto aos ossos da perna e do pé.
  • Ler estenose/oclusão, extensão, colaterais e o leito distal (fundamental para planejar bypass).
  • Calcificação pesada (diabético/renal) faz blooming no MIP e superestima — meça na fonte / curved MPR.

Armadilhas comuns

  • Contaminação venosa na panturrilha: o inimigo nº 1 — fluxo lento enche a veia e polui o MIP. Reduzir a mesa / usar time-resolved.
  • Mesa rápida demais: ultrapassa o bolus e as pernas ficam sem realce distal.
  • Calcificação pesada: superestima estenose no MIP — curved MPR e fonte.
  • Movimento do membro entre estações: imobilize.
  • Não cobrir o pé: o leito distal decide a conduta — cubra o arco plantar.

Checklist rápido

  • Decúbito dorsal, pés primeiro, membros imóveis; acesso calibroso, bomba + flush.
  • Bolus tracking na aorta; velocidade de mesa casada ao fluxo (lento → reduzir / time-resolved na perna).
  • Cobrir aorta infrarrenal → arco plantar; ± série sem contraste antes.
  • Entregar MIP + curved MPR por vaso + cortes ⟂; remoção de osso.
  • Avaliar estenose/oclusão, colaterais e leito distal. A interpretação é do radiologista.

Treine o trajeto no Reconstrutor

Seguir uma artéria que desce e ramifica, plano a plano, e reformatar o oblíquo que a corta perpendicular é o mesmo raciocínio do run-off. No Reconstrutor você navega volumes reais nos quatro planos — o hábito que faz acompanhar o vaso da pelve ao pé sem se perder.

Siga o vaso até o pé

Abra um caso no Reconstrutor e acompanhe uma artéria por vários planos, reformatando oblíquos perpendiculares. É a base para ler o run-off estação por estação.

Abrir o Reconstrutor

Conteúdo educacional. Timing, velocidade de mesa, uso de aquisição time-resolved, cobertura e reconstruções são convenções típicas e variam por serviço, aparelho e fabricante, e devem ser ajustados ao paciente. Não substitui protocolo institucional, diretriz do fabricante nem avaliação clínica profissional. A imagem é de TC real anonimizada, usada para fins didáticos.