MPR TRAINER
Aprenda Protocolos de RM Sacro
RM Protocolos de RM · Colunas · ~6 min de leitura

Protocolo de RM de sacro: STIR para o edema ósseo e as lesões do sacro

O sacro é um osso plano e inclinado, fácil de "cortar torto" e de subestimar. O exame se apoia no STIR — que acende o edema da medular óssea antes de qualquer outra pista — e num plano alinhado ao próprio sacro. Veja como se planeja.

A RM de sacro avalia um osso plano e inclinado que fecha a coluna e transmite a carga para a pelve. É o exame que flagra a fratura de insuficiência (comum no idoso e no osteoporótico, muitas vezes invisível na radiografia), além de tumor/metástase, infecção e lesões dos nervos sacrais. A chave é o STIR — sensível ao edema da medular óssea — e alinhar os cortes ao eixo do sacro. Este guia mostra a lógica. É material educacional para técnicos, tecnólogos e estudantes: não substitui o protocolo do seu serviço nem a orientação do fabricante.

Quando esse protocolo é pedido

  • Fratura de insuficiência sacral (dor lombossacra/glútea no idoso, pós-radioterapia, osteoporose).
  • Tumor / metástase do sacro; infecção (osteomielite, extensão de espondilodiscite L5–S1).
  • Lesões dos nervos sacrais, cistos de Tarlov, massas pré-sacrais.

Planejando os cortes: alinhar ao sacro

  • Bobina de coluna/pelve, decúbito dorsal, pelve centralizada e sem rotação.
  • Sagital para a visão geral (curvatura, canal sacral, relação com L5–S1 e cóccix).
  • Coronal oblíquo alinhado ao longo eixo do sacro (planejado no sagital) — o melhor plano para as asas do sacro, os forames e as articulações sacroilíacas.
  • Axial perpendicular, para os corpos, os forames sacrais e a extensão de lesões.
  • FOV cobrindo todo o sacro (de L5–S1 ao cóccix) e as sacroilíacas.
Sagital T2 do sacro (imagem real, em preparação). Dá a visão geral da curvatura e do canal sacral, e serve para planejar o coronal oblíquo ao longo do sacro.

A rotina de sequências

Uma receita típica — que varia por serviço, campo magnético e fabricante:

SériePlanoPor que entra
T1Sagital + coronal oblíquoAnatomia e medular óssea (lesão substitui a gordura → hipo em T1)
STIR ou T2 FSCoronal oblíquo + axialO achado-chave: edema ósseo — fratura de insuficiência, infecção, tumor
T2AxialForames, canal, partes moles pré-sacrais
T1 pós-gadolínio + FSCoronal oblíquo + axialTumor, infecção/abscesso, caracterização de lesões

Na fratura de insuficiência, o padrão clássico é o edema em STIR nas asas do sacro — às vezes com uma linha de fratura vertical (formando o "H" de Honda quando bilateral e com traço transverso). O T1 e o STIR juntos separam fratura benigna de lesão tumoral.

Coronal oblíquo STIR (imagem real, em preparação). Alinhado ao sacro, é o plano que melhor mostra as asas, os forames e o edema ósseo da fratura de insuficiência.

Armadilhas comuns

  • Não fazer STIR: a fratura de insuficiência pode ser invisível fora dele — o edema é o achado.
  • Coronal "reto", sem alinhar ao sacro: o osso inclinado sai em volume parcial — alinhe ao longo eixo.
  • Cobertura curta: incluir todo o sacro e as sacroilíacas.
  • Confundir fratura com metástase: use T1 + STIR (± pós-contraste) para caracterizar.
  • Movimento e segurança de RM como sempre (veja segurança em RM).

Checklist rápido

  • Bobina de coluna/pelve, pelve centralizada; triagem de segurança.
  • Sagital de visão geral; coronal oblíquo alinhado ao sacro; axial perpendicular.
  • T1 + STIR (o achado do edema ósseo); T2 axial.
  • Pós-gadolínio com saturação se tumor/infecção.
  • Cobrir de L5–S1 ao cóccix, incluindo as sacroilíacas.
  • Caracterizar edema: fratura × lesão (T1 + STIR).

E o simulador, que é de TC?

O sacro é o exemplo de por que alinhar o plano ao osso importa: um coronal "reto" corta o sacro inclinado em fatias inúteis. Treinar a reconhecer o sacro, as asas e os forames em axial, coronal e sagital no Reconstrutor — e a inclinar planos ao eixo da estrutura — transfere direto para esse exame.

Treine o raciocínio espacial

Abra o Reconstrutor e pratique planos oblíquos em casos DICOM reais, com janelas vivas e medições. É o hábito que transfere direto para alinhar o coronal ao sacro.

Abrir o Reconstrutor

Conteúdo educacional. Sequências, ângulos e cobertura são convenções típicas e variam por serviço, campo magnético e fabricante. Não substitui protocolo institucional, diretriz do fabricante nem avaliação clínica profissional.